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Review: Resident Evil 7: Biohazard | Xbox One, Playstation 4 e PC



Resident Evil 7: Biohazard é o mais novo título numerado da saga para Playstation 4, Xbox One e PC. O game consegue resgatar o clima e ambientação de 1997 para embarcar Ethan Winters, protagonista inédito na franquia, em uma assustadora e angustiante experiência de terror. Então abaixo confira nossa análise. 

Após uma série de tentativas (e muitos erros) em lançar um bom jogo numerado da franquia, boa parte dos títulos não foram capazes de levar o espírito e os elementos do jogos clássicos para a história atual. Principalmente após o lançamento catastrófico de Resident Evil 6 (2012), título que colocou a credibilidade da saga em sério risco após baixas nas vendas.  

No entanto, a persistência finalmente levou os games de volta para o que era antes, onde a Capcom tentou resgatar tudo aquilo que deu certo no jogo de 97: o horror, as situações de pura sobrevivência e a clássica ambientação que mistura elementos futuristas que ao mesmo tempo parece antiquada para os padrões mais modernos. 

Diferente do fracasso de RE:6, que se tornou um jogo mais voltado para a ação por ser inspirado em filmes hollywoodianos, Resident Evil 7 traz o melhor da trilogia clássica de Shinji Mikami, com um excelente material em termos de terror biológico. Na trama, o jogador se vê no papel de Ethan Winters, um personagem comum sem quaisquer treinamento militar ou experiência em combates, que busca sua esposa desaparecida, Mia, em uma mansão abandonada que fica em uma fazenda na Louisiana, Estados Unidos. 

A história começa quando Ethan recebe uma mensagem de sua esposa e aproveita uma oportunidade que pode resultar em pistas importantes para descobrir o paradeiro dela. Porém, como era de se esperar, a tentativa dá errado e o protagonista fica preso em um gigastesco local desprovido de qualquer presença de vida, mas não por muito tempo. 

Com quase nenhum equipamento e nenhuma arma, Ethan explora a zona rural em busca de respostas, mas acaba encontrando seu pior pesadelo: a família Baker, formanda por Jake (o marido), Marguerite (a esposa), Lucas (o filho) e a avó (Camile). Munido de poucos recurso e sozinho com essas pessoas loucas, Ethan tem apenas dois simples e dificeis objetivos: encontrar sua esposa e sair da fazenda com vida. 

Boa parte da campanha de Resident Evil 7 é uma constante perseguição no melhor estilo gato e rato ou pique-esconde, remetendo bastante a o que foi Nemesis em Resident Evil 3 e Mr.X em RE:2. Com isso, o jogo segue um caminho totalmente oposto ao dos últimos jogos, já que neste game os inimigos são praticamente imortais. Sendo assim, a sobrevivência é o objetivo principal e Ethan terá pouquíssimos recursos à seu favor, podendo contar apenas com a distração, o tempo certo e uma boa dose de estratégia. 

Com exceção de algumas armas de fogo e um canivete, o jogador não terá armas capazes de finalizar os inimigos, até a metade da campanha. De início, o foco do game é usar o silêncio, a estratégia e sua capacidade de furtividade para não ser morto pelos monstros grotescos. E a combinação desses elementos dá muito certo, criando cenas de pura tensão e agonia que conseguem extrair com sucesso a essência dos jogos de terror e sobrevivência.


Acredite, ele não está morto. 

O chefe da família, Jake, é inteligente e pode ouvir cada mínimo ruído de Ethan pelos corredores da casa. Você pode ser pego a qualquer momento, com mortes surpresas e horrendas, levando sustos de tirar o fôlego. O título acerta em cheio nesse ponto e promete aterrorizar os jogadores, principalmente nos momentos iniciais. A ideia funciona bem - pelo menos na maior parte da campanha - principalmente para os jogadores que gostam de aprimentar a jogabilidade com um nível de dificuldade maior. 

Combinados com a excelente ambientação, visão em primeira pessoa e efeitos sonoros, o game consegue recriar a sensação de impotência vivida pelos personagens do primeiro game. 

No entanto, à longo prazo, essa incansável brincadeira de pique-esconde pode se tornar um tanto repetitiva e cansativa. Morrer no jogo é quase uma constante, e a quantidade de tentativas e erros podem tornar a jogabilidade um tanto irritante. Isto porque o comportamento dos inimigos é bastante dinâmico e quase que imprevisível.

Não que isso seja um ponto totalmente negativo, claro. Mas combinado com uma conduta aleatória dos outros personagens presentes na mansão, seja qual for a sua estratégia, ela simplesmente não vai funcionar. Há algumas pessoas que surgem na trama, mas Jake parece só estar interessado em Ethan e mais ninguém.

Essa falha é compensada com outros elementos ao longo da campanha como, por exemplo, a fidelidade do game aos elementos do game original, como os famosos Quebra-Cabeças, a exploração (falaremos mais disso daqui a pouco), o gerenciamento de inventário com espaço limitado e outras coisas. Os padrões estéticos da franquia foram totalmente resgatados para o título e os pequenos detalhes dos objetos, armas, cenários e interface são realmente impressionantes.

Tanto pelo visual como pela fidelidade, já que cada elemento parece ter sido extraído diretamente do enredo original. Como a interface dos anos 90, sem falar da falta de trilha sonora nos corredores da mansão. Uma tecnologia de última geração meio antiquada, bem daquele jeito que as pessoas viam em computação a décadas atrás. São detalhes para fã nenhum colocar defeito.


Você vai precisar se esconder se não quiser ser pego. 


Se Resident Evil 7: Biohazard conseguiu acertar em algo, certamente foi na ambientação. Ainda há uma bela dose de "fanservice" para os fãs da franquia, todos caprichados em um visual de tirar o fôlego tanto quanto os momentos de tensão com a família Baker e os morfados. Ou seja, o game é visualmente muito bonito e detalhado, sendo capaz não apenas de recriar os cenários da década de 90, mas também te intensificar os momentos de perseguição e suspense.

Tudo graças a combinação da ambientação com um excelente trabalho de design sonoro, que ainda mistura trechos remasterizados da trilha do jogo original. É um elemento essencial para a criação do clima de terror e que foi muito bem utilizado no desenvolvimento do jogo.

Os checkpoints manuais também são um pouco confusos, pois estão espalhados com distâncias totalmente diferentes. Alguns estão perto demais uns dos outros, onde não há necessidade de salvar. Mas em certas partes você ficará implorando para encontrar uma Save Room. São muitos elementos aleatórios para um game que pede constantemente que o jogador pare e pense em uma estratégia. Para isso é preciso de alguns padrões de comportamento, pelo menos.

Em determinados momentos, os inimigos irão cessar a perseguição, dando pequenos momentos de trégua. Momentos estes que acabam se tornando uma eternidade, pois ficar andando pelos corredores e cumprindo eventos também não traz nenhuma sensação recompensadora. Isso deixa a sensação de que a campanha foi “arrastada” para que pudesse ser um pouco mais longa que os títulos de terror e suspense que os jogadores estão acostumados, como Outlast e Amnesia.

Enfim, Resident Evil 7 cumpre seu papel como jogo de suspense, com uma ambientação bem construída e fidelidade ao clássico. Seu visual estonteante recria todo o clima e cenários do original de forma quase impecável, fazendo a felicidade dos fãs da franquia. E para a felicidade de muitos, ele não peca nos mesmos defeitos de Resident Evil 6 e se apresenta como um título totalmente diferente.

Infelizmente, ele traz uma campanha que se arrasta nos momentos que não deveria e um comportamento inconstante e sem padrões que dificulta a criação de uma boa estratégia para combater o terrível Jake. No geral, Resident Evil 7 é uma bela homenagem ao clássico que, assim como o primeiro, possui algumas pequenas falhas técnicas.
Review: Resident Evil 7: Biohazard | Xbox One, Playstation 4 e PC Reviewed by Gabriredfield on 07:41:00 Rating: 5

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