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Review: Resident Evil 6: O Capítulo Final | Live-Action com Milla Jovovich



Resident Evil 6: O Capítulo Final pode ser considerado um filme grandioso, em todos os sentidos, escrito e dirigido por Paul W.S Anderson, que retornou ao cargo da série de filmes em Resident Evil 4: Recomeço, lançado em 2010, chegamos finalmente na última parte da jornada de Alice contra a Corporação Umbrella. Apesar de não ter sido filmado em 3D, os recursos foram bem explorados, especialmente em conjunto com os efeitos especiais do filme, que são muito bem feitos e empolgantes, especialmente na tela do IMAX 3D. As sequências de ação já são dignas de filmes de alto escalão, com efeitos sonoros impactantes desde o momento em que se inicia a abertura. Mas claro, não é uma obra-prima cinematográfica, já que peca um pouco com cortes super rápidos de cenas, porém entrega exatamente o que um filme de Resident Evil pretende fazer: entretê-lo com muita diversão e ação, e algumas voltas e mais voltas ao longo do caminho. 

Uma das principais características de todos os filmes da franquia e que vem evoluindo a cada lançamento é a presença de cada vez mais efeitos especiais, com muitas explosões na tela. Então, se há uma coisa que torna este filme tão divertido quanto os anteriores, é a ação. Bastante implacável do começo ao fim, O Capítulo Final é uma corrida contra o tempo divertida, saltando de cena de ação para cena de ação em um ritmo rápido, sendo às vezes deixada de lado com muito planejamento, diálogo e desenvolvimento de personagens. E com o uso do recurso 3D, estes efeitos ficaram ainda melhores e mais bem aproveitados, com estilhaços e objetos vindo na direção da plateia - não de forma tão obvia como nos dois últimos - assim como ótimos efeitos de profundidade, onde nos sentimos dentro daquele ambiente, especialmente na experiência com o IMAX 3D, cuja imensa tela faz o público realmente imergir no filme. 

Mas, um dos elementos mais legais de O Capítulo Final, no entanto, é a reviravolta dentro do arco principal da série. Às vezes, o filme consegue fazer um grande trabalho amarrando algumas pontas soltas de filmes anteriores, e em outros casos, é um pouco contraditório dos eventos passados. Não, não chegamos a ser absorvidos pela história, porque não é tão explorada, mas com certeza ele tem algumas das melhores ideias e reviravoltas desde os dois primeiros filmes. Ainda assim, à medida que o filme prossegue, começamos a aprender mais sobre a verdadeira razão daquele mundo ter mergulhado no caos, assim como toda uma série de outras reviravoltas extremamente divertidas, embora ridículas, que dão a este filme algumas boas explicações.

Inimigos e monstros dos filmes anteriores também retornam, embora, apesar de serem intitulados como  “zumbis “, são na verdade inspirados nos Majini de Resident Evil 5, humanos contaminados pelo “parasita Las Plagas”, cujo termo foi brevemente citado no filme anterior. Temos o retorno dos cães zumbis, que estão desaparecidos desde o quarto filme, e agora retornam com novas mutações e ainda mais violentos. Vemos o Bloodshot, retirado diretamente do sexto jogo da série, com dentes enormes, olhos vermelhos, e garras. Há ainda a presença de um Kipepeo gigante, que tem grande destaque durante o filme, e pode até ser considerado como um dos  “chefes “ do longa.  Este tipo de criatura, apesar de ser inspirado nos jogos e até ter feito uma aparição no quinto filme, lançado há cinco anos, pode ser considerado inédito pelo seu tamanho. 

Outros personagens icônicos dos jogos retornam neste sexto filme. Ali Larter, que interpreta Claire Redfield, retorna integralmente depois de ter co-protagonizado o terceiro há 12 anos. Ausente no quinto por conta de sua gravidez, ela havia retornado anteriormente no quarto filme, e agora, em O Capítulo Final, mais uma vez mostrou que ainda sabe incorporar o espírito de uma personagem tão importante para os fãs da franquia. Shawn Roberts volta pela terceira vez na franquia cinematográfica como Albert Wesker, tentando emular o jeito frio e calculista de um dos principais vilões da série, e sua caracterização fez jus ao personagem. Um ponto negativo, no entanto, foi o mal aproveitamento de Wesker na trama, que poderia ter tido mais destaque ou aparecido em mais cenas, assim como também lhe faltaram as típicas frases e entonações do Wesker dos jogos. 

Os principais personagens já são apresentados nos primeiros segundos de filme, com os nomes dos atores seguidos dos nomes dos personagens que interpretam nos créditos de abertura. A inspiração também é um fator marcante: todos, aparentemente, fizeram seu trabalho, com destaque para Ruby Rose, como Abigail, que pode ter captado uma possível referência a Moira Burton, de Resident Evil: Revelations 2. Uma das características mais marcantes da personagem Moira nos jogos é sua rebeldia e inteligência, e os fãs podem esperar para verem e ouvirem várias outras referências aos jogos da série em alguns dos novos personagens. 

Também é importante lembrar que Iain Glen, de Resident Evil 3: A Extinção, está de volta neste longa. Contudo, ele não interpreta exatamente o mesmo personagem que fez no passado. Por muito tempo, conforme informações de escalação de elenco iam saindo, o público acreditava que ele retornaria como seu antigo personagem. Este fato, talvez, não agrade (novamente) muitos fãs da série, já que ele é resultado de um elemento bastante repudiado pela maioria deste público. O resultado final, no entanto, é satisfatório pelo fato de podermos rever um rosto conhecido e familiar da primeira trilogia, além de que a rivalidade que vemos entre Alice e Dr.Isaacs pela última vez é bastante divertida, já que eles vão construindo um final extremamente empolgante com algumas das melhores cenas de ação da série. 

Os filmes de Resident Evil, desde seu primeiro título, lançado em 2002, são autorizados e aprovados pela Capcom, e supervisionados por figuras importantes relacionadas à série. No caso dos dois primeiros filmes, a produção executiva foi de Yoshiki Okamoto, enquanto que o quarto e quinto filmes tiveram a produção executiva em nome de Kobayashi. Além de popularizarem o nome da franquia, os filmes também servem como uma espécie de propaganda para os futuros jogos da série, não é à toa que ele foi lançado há menos de um mês do lançamento do sétimo jogo no Japão. Apesar de serem somente baseados, mas não fiéis à série dos videogames, os filmes contêm diversas referências a cenas, diálogos e até posicionamentos de câmeras semelhantes a muita coisa que vemos enquanto jogamos Resident Evil. Este sexto filme não seria diferente e possui cenas retiradas diretamente dos jogos, com destaque para a primeira cena dos cães zumbis, copiada diretamente de Resident Evil 1. Além disto, também vemos cenas bastante familiares às de Resident Evil 6 e Revelations 2. Já a relação entre Claire e Chris foi esquecida lá no quarto filme, e os antigos parceiros e irmãos sequer são vistos juntos novamente. 

É triste ver que, em seu auge, a franquia cinematográfica perdeu completamente o rumo, transformando-se em nada mais do que um quase fracasso. Apesar do sucesso de público, Resident Evil 6: O Capítulo Final falha em um dos aspectos: O roteiro cheio de problemas aparece aqui novamente, esquecendo completamente a trama dos dois últimos longas e personagens dos jogos deixados de lado. Ou seja, para os fãs dos games, essa situação torna Resident Evil 6: O Capítulo Final uma experiência bem próxima da indignação. É preciso muita distinção entre filmes e jogos para conseguir levar a sério uma produção que, no momento de mostrar a todos a que veio, renega de vez os acontecimentos anteriores e cria uma deturpação completa.

No geral, O Capítulo Final é aquilo que você espera dessa série de filmes. Voltando às sequências anteriores com sua ação e horror sem barreiras, digno de qualquer blockbuster hollywoodiano divertido e cheio de ação que é muito bom de assistir, mesmo não sendo um filme de alta qualidade. Apesar de personagens familiares e naturalmente carismáticos, o desenvolvimento de suas personalidades individuais e relacionamentos não são muito trabalhados, justamente pela presença constante da ação no filme. Entretanto, mesmo sendo fã dos jogos, é recomendado separar os dois universos para tentar ver este sexto filme como qualquer produto da indústria do entretenimento, já que é isto o que ele é em sua mais pura essência. Assim como os filmes anteriores arrecadaram milhões e fizeram com que a franquia continuasse, nesta última jornada da protagonista Alice não será diferente e podemos esperar números até mesmo maiores do que de seus antecessores. A nota só não foi menor devido à presença de cenas que homenageiam Resident Evil: O Hóspede Maldito. As imagens nos fazem lembrar que houve, um dia, um filme mais próximo da saga dos games. Nós reclamamos sobre a ausência de personagens dos games na época. Éramos felizes e não sabíamos disso.
Review: Resident Evil 6: O Capítulo Final | Live-Action com Milla Jovovich Reviewed by Gabriredfield on 19:44:00 Rating: 5

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