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A Caminho de Resident Evil 6: O Capítulo Final | Resident Evil: O Hóspede Maldito


Eu gosto da Milla Jovovich. Quero dizer, a grande maioria das pessoas, não é? Ela é uma mulher agradável de aparência e caráter. Como muitas outras atrizes e atores pela qual eu sinto um afeto inexplicável, porém, Milla Jovovich me levou para alguns caminhos escuros. Resident Evil está longe de ser o mais escuro deles. Se passaram quinze anos desde que o primeiro filme da franquia foi lançado, e como há mais um sobre o horizonte, decidi que agora seria um bom momento para revisitá-la, e ver com ela está sendo mantida. 

A resposta é, previsivelmente, não muito bem. Mas o primeiro filme tem seus momentos. Ele começa com uma narração que explicita a premissa básica da história, para aqueles que não estão familiarizados com os jogos: a Umbrella Corporation é enorme, rica e do mal, e ela vem fazendo experiências genéticas. Corta para uma das ditas experiências que, aparentemente, dá terrivelmente errada, e uma das principais instalações subterrâneas secretas da Umbrella entre em estado de emergência. 

No entanto, isso é tudo que o filme nos explica, por um longo tempo. Nossa protagonista, Alice (MIlla Jovovich), está sofrendo de perda de memória, e o filme nos coloca na mesma situação dela, porque não sabemos o que está acontecendo. É uma jogada inteligente, pra dizer a verdade. Ao longo do filme, como Alice explora as instalações da Umbrella com um misterioso grupo de soldados e um cara aleatório ainda mais misteriosos que também está sofrendo de perda de memória, ela começa a se lembrar. Assim como o público, que começa a encaixar as peças da história junto com ela. E, quanto mais do seu passado é revelado, nossa simpatia pela personagem começa a mudar. 


Essa é, provavelmente, a coisa mais interessante que o filme nos entrega: ele nos dá uma protagonista que não estamos inteiramente certos se podemos ou não gostar dela, porque não sabemos quem ela é ou o que ela fez. (Durante a franquia, ela vai se tornar outra pessoa de qualquer maneira - depois chegamos lá). 

Porém, infelizmente, o resto da história é bastante básica. Algumas pessoas vão para um lugar isolado, são atacados por zumbis, tentam fugir, são infectadas, e obviamente morrem. É um tipo particularmente irritante de filme de zumbi, também, porque ele apresenta uma explicação incrivelmente longa para nos dizer o que os zumbis são, como eles foram criados, como eles podem contaminá-lo, e como eles acabaram mortos. (Sério: Esse tipo de cena é uma regra básica em filmes de zumbis). 

A palavra "zumbi", cuidadosamente, nunca é mencionada, também: eles são cadáveres ambulantes, eles são pessoas reanimadas, mas eles não são zumbis. É irritante, mas no momento, isso pode ser perdoado. Afinal de contas, isso foi em 2002: um ano antes do guia 'Zombie Survival' de Max Brooks ser publicado, e dois anos antes do remake de 'Dawn Of The Dead (Madrugada dos Mortos)' ser lançado. Resident Evil foi feito em uma época na qual os zumbis estavam tomando seu lugar na cultura POP, então talvez não seja justo julgar todos esses clichês. 



Mas há uma coisa que foge do contexto dos filmes de zumbis da última década: O cenário de alta tecnologia e o uso de uma antagonista adicional. A Rainha Vermelha é a IA da instalação, responsável pela segurança do local, e ela é o principal obstáculo no caminho de nossos protagonistas. A úncia cena em que todos se lembram deste filme é aquela em que o grupo de comando acaba sendo trancado no corredor da morte: a Rainha Vermelha usa um laser para cortá-los e, quando um dos soldados se mostra suficientemente flexível para escapar, ela cria uma grade que o transforma em blocos humanos. 

Nenhuma das mortes relacionadas com zumbis no filme chega perto dessa cena. Esse pouco de sci-fi fez Resident Evil um pouco diferente e, possivelmente, abriu um caminho para um público maior. Não é um filme de terror, realmente: é um filme de ação que incorpora elementos de ficção científica e horror, e isso valeu a pena. Resident Evil custou 33 milhões e arrecadou mais de 100 milhões em bilheteria mundial. 




O fato é que Resident Evil não é apenas um filme de zumbis. É um filme de computador. Embora estivéssemos acostumados com esses agora, na época havia apenas um punhado de filmes baseados em jogos: Super Mario Bros, Street Fighter, Mortal Kombat e Lara Croft: Tomb Raider. Transformar um jogo em um filme ainda era uma idéia bastante incomum - e algo controverso. Muitos fãs não estavam satisfeitos com a decisão de criar um novo personagem ou enredo, considerando que os jogos ofereceram muitos personagens e cenários já prontos. 

A linha do filme para o jogo é bastante discreta, mas essa foi uma decisão consciente tomada pela Sony e Capcom. Porque, curiosamente, nós quase conseguimos um filme de Resident Evil muito diferente. Em um ponto, o rei dos zumbis, George A Romero, foi escolhido para o projeto: ele escreveu um roteiro muito mais amarrado a mitologia dos jogos, e caracterizou Chris Redfield e Jill Valentine como personagens principais. Romero teria trabalhado em diálogos semelhantes aos dos jogos, e trabalhou duro para capturar esse tipo de espírito em seu roteiro. 




Mas a Capcom não aprovou suas ideias. O projeto inteiro foi descartado, mas a Sony trouxe Paul W.S Anderson para salvar o dia. Anderson não tinha muitos créditos de direção em seu currículo na época, mas era responsável pela adaptação de Mortal Kombat e por outro filme de terror e ficção científica, Event Horizon. Ele lançou uma versão completamente diferente, afastando-se dos personagens dos jogos. Os críticos o odiaram, e muitos dos fãs também o odiaram, mas Resident Evil conseguiu - onde realmente conta (na bilheteria) - e sabemos o que aconteceu a seguir: fizeram vários sequências. 

Resident Evil pode não ter contribuído de forma significativa para o cinema e, em mais de dez anos, podemos muito bem esquecer qualquer coisa sobre ele. Mas ele nos deu, em Milla Jovovich, uma heroína de ação bastante impressionante, e como entre poucas outras coisas que vale a pena comemorar. Ela pode não ter feito muitos grande filmes, e talvez ela nunca ganhe um Oscar mas, em um apocalipse, eu definitivamente queria ela do meu lado. 
A Caminho de Resident Evil 6: O Capítulo Final | Resident Evil: O Hóspede Maldito Reviewed by Gabriredfield on 15:58:00 Rating: 5

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