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Análise Especial | Resident Evil 5: Retribuição (IMAX 3D)


Em setembro de 2012, me lembro de ter saído impressionado da sessão de Resident Evil 5: Retribuição. Assisti ao filme em sala IMAX, com efeitos 3D, e me lembro de ter pensado que, se as coisas continuassem daquela maneira (falo dos efeitos), o futuro seria bem diferente para a saga da Capcom nos cinemas. Na época, dei nota 6 ao longa, em uma crítica publicada no meu antigo site - que hoje não existe mais.

É uma pena que grande parte da força de Resident Evil 4: Recomeço tenha sido perdida com o lançamento de Retribuição. Quando visto em sua versão mais tradicional, sem 3D, mas em alta definição, o que se percebe é que o filme de Paul W.S Anderson, apesar de caminhar na direção certa, investe grande parte de suas fichas na tecnologia e deixa de lado os outros aspectos do filme. 



A história acontece 4 anos após o incidente em Raccon City e é uma continuação direta dos acontecimentos finais de Resident Evil 4: Recomeço, e começa mostrando o ataque da Umbrella e Jill Valentine à Alice, Claire, Chris e os outros sobreviventes no navio Arcadia. Durante a batalha, a heroína é capturada pela corporação, assim como seus amigos. 

A protagonista é levada até uma base da Umbrella na Russia, mas logo parte pra mais uma aventura, se juntando a um novo grupo de sobreviventes, liderado por Leon S.Kennedy (Johan Urb) e do qual faz parte Ada Wong (Li BingBing), Barry Burton (Kevin Durand) e Luther West (Boris Kodjoe). 

O fim dos poderes de Alice no filme anterior também faz com que ela seja retirada do centro das atenções, e abre espaço para o desenvolvimento de tramas com os personagens secundários. A fulga da instalação, por exemplo, é praticamente resolvida por Leon e Ada. A trama, apesar de ser uma das mais razas da franquia, serve para mostrar que a protagonista não é soberana, porém não consegue corrigir algumas das principais falhas dos longas anteriores. 


É uma pena que, assim como nos outros filmes, Paul Anderson apresente aos espectadores uma trama não apenas superficial, mas que peca em não concluir os conflitos que são iniciados. Um bom exemplo é a relação entre Alice e Becky, que é completamente deixada de lado em detrimento da busca pela fulga da instalação. O reencontro das duas, que passaram há não se ver durante algum tempo, poderia servir como um dos grandes momentos da produção.
Como já dito, grande parte do potencial de Resident Evil 5: Retribuição se esvai completamente quando o filme é assistido sem o famoso 3D estereoscópico. O efeito é voltado para criar uma maior sensação de profundidade nas cenas e ampliar a imersão do espectador no longa. O filme é recheado de jogos de câmera para enunciar esse fato. Gotas de água, espirros de sangue e até mesmo as munições são recursos criados especialmente para utilizar os efeitos estereoscópicos do 3D. Enquanto alguns ainda são válidos quando se assiste o filme sem a utilização do recurso, outros parecem simplesmente sem sentido. É o caso, principalmente, do uso excessivo do slow motion. Em diversas cenas, a câmera paira em frente a uma cena cuja velocidade foi drasticamente reduzida. Nos cinemas, isso servia para mostrar o potencial da tecnologia devido às diversas partículas e objetos presentes na tela. Em casa, só faz com que o espectador tenha vontade de acelerar até que o filme efetivamente continue.
As cenas de ação de Resident Evil 5: Retribuição impressionam, principalmente por sua verossimilhança. Os personagens centrais lutam como pessoas reais, e apresentam pouquíssimos movimentos acrobáticos (com excessão de Jill Valentine) e impossíveis como os realizados por Alice com a ajuda de seus poderes. O mesmo vale para a escala das batalhas, que acontecem em cenários gigantescos, ou com vários elementos interagindo ao mesmo tempo. O grande destaque fica para a luta entre Alice, Jill, Rain, Leon e Luther, que foi coreografada perfeitamente. O final da cena, inclusive, pode ser considerado um sinal de que Paul Anderson está ouvindo os fãs quando o assunto é “quem manda” na série.
Se fosse para dar uma nota para o filme, possivelmente ela ficaria entre 6 e 7. Retribuição se sai muito bem com suas cenas de ação frenéticas e efeitos incríveis, dignas de qualquer blockbuster hollywoodiano. Apesar de personagens familiares e naturalmente carismáticos, o desenvolvimento de suas personalidades individuais e relacionamentos não são muito trabalhados, justamente pela presença constante da ação no filme. Entretanto, mesmo sendo fã dos jogos, é recomendado separar os dois universos para tentar ver este quinto filme como qualquer produto da indústria do entretenimento, já que é isto o que ele é em sua mais pura essência. Assim como os filmes anteriores arrecadaram milhões e fizeram com que a franquia continuasse, com Retribuição não será diferente e podemos esperar números até mesmo maiores do que de seus antecessores.
Análise Especial | Resident Evil 5: Retribuição (IMAX 3D) Reviewed by Gabriredfield on 13:51:00 Rating: 5

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