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Review | Demo 'Resident Evil 7 (Biohazard): The Beginning Hour', de volta ao topo


A Revelação de que o misterioso jogo na conferência da Sony na E3 2016 era, na verdade, um teaser interativo para Resident Evil 7 pegou muita gente de surpresa. Mas a série Resident Evil, originalmente criada por Shinji Mikami, é indiscultivelmente uma referência (ou pelo menos foi) dentro de gênero Survival Horror. É também uma das principais licenças da Capcom, mas que acabou se perdendo na predominância da ação em detrimento do horror. 

Mas pra ser honesto, esse nunca foi o maior problema. Com todas as questões existencialistas que assombraram o gênero Survival Horror, Resident Evil foi um dos pouco que mesmo balançando, sempre se tentou -e muitas vezes falhou em se agarrar à raiz, desde a claustrofobia do original, à atmosfera do segundo e terceiro título ou o surrealismo de Resident Evil 4. 



Tudo isso tem vindo a perder o brilho, mas o maior crime da Capcom foi mesmo o fato de não ter revelado grande ambição para a série, provavelmente porque mesmo tendo suas obras-primas (A.K.A: Resident Evil Remake), até então não tiveram o sucesso financeiro e explosivo que a companhia procurava, e por isso quase foi condenada a um beco sem saída nos últimos anos. E é aí que Isto nos leva a Resident Evil 7, que será o próximo projeto a carregar o nome de uma das franquias mais famosas no mundo do entretenimento. Além de uma brilhante jogada de marketing e da participação de nomes como Masachika Kawata, que dispensa apresentações, e Koshi Nakanishi (produtor e diretor de Resident Evil 5 e Revelations), o teaser nos mostra que a vontade da empresa de voltar ao survival horror é grande. 

Nota-se uma forte inspiração no primeiro jogo da série, e se o jogo final funcionar mais ou menos como teaser, será em primeira pessoa. Espero que sim, pois no em jogos de terror, o protagonista é apenas um pequeno elemento, assim como são as armas de fogo. Essa é uma boa forma de criar medo na mente dos jogadores, os colocando em uma situação de desespero onde se sintam em desvantagem em relação ao meio. 

Uma das coisas na qual o Survival Horror consegue trabalhar bem é a escassez de itens, elemento muito bem representado nos jogos clássicos da série. Resident Evil tem um histórico de jogos recheados de mistérios, e pensando bem, nós nos sentimos sempre em desvantagem quando estamos de frente com o que não conhecemos. O horror está fundamentalmente em nossa mente, vive nos contextos, ultrapassa o mero campo dos sentidos e chega a controlar o nível de psicologia do jogador. 



The Beginning Hour começa com o desconhecido, com a incerteza, um bom ponto de partida para um game de terror. Em uma sala vazia no interior de uma cabana totalmente deteriorada. O loop atráves dos comodos da casa é um carrosel de tensão, que procura transmitir a história atráves da atmosfera, sem ação, sem diálogos, utilizando apenas o contexto e o simbolismo dos ambientes ali presentes. 

Aproveitando o poder do RE Engine para reforçar o efeito visual, não só no nível de fidelidade, mas das cores e de um design que emita o nosso desconforto na forma cabaliada na qual nos movemos. Parece que a cada ida e volta a atmosfera vai ficando mais pesada, até que a certa altura o próprio espaço se torne mais aterrorizante, dando uma sensação mais assustadora e silenciosa do local. 

O som tem um papel muito importante, como sempre no gênero, e também faz parte do desenrolar prático dos acontecimentos. O modo como a intensidade aumenta à medida que nos aproximamos da fonte original, juntamente com a forma como se desenvolve do esóterico para algo mais familiar, é capaz de fazer qualquer pessoa se borrar com os rosnados, barulhos de arranhões e passos que o persegue durante todo o gameplay. 

No final, muitas perguntas ficam no ar depois de jogarmos The Beginning Hour. Os puzzles serão o elemento de desafio central? Terá realmente algum relação com Resident Evil além do nome? Mas sabemos que foi apenas um teaser, os puzzles e a história presentes na demo nem se quer estarão no jogo final como Nakanishi antecipou, foi apenas o primeiro convite, e com certeza, um pedaço de entretenimento mais merecedor de carregar o nome de Resident Evil na última década. 


Resident Evil 7 será lançado em 24 de janeiro de 2017, para Playstation 4, PC e Xbox One. O jogo terá suporte ao Playstation VR e pode ser adquirido antecipadamente nas lojas virtuais, nas versões padrão e deluxe (que virá com episódios extras e DLC). Fiquem ligados no Resident Evil Brasil para ficar por dentro de todos os detalhes desse jogo promissor.

Review | Demo 'Resident Evil 7 (Biohazard): The Beginning Hour', de volta ao topo Reviewed by Gabriredfield on 07:47:00 Rating: 5

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