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Especiais: As Notas de George Trevor


As Notas de George Trevor:
Raccoon City é uma cidade no meio oeste dos EUA. No interior de uma floresta nos arredores desta cidade há uma mansão que possui um estranho e calmo ar.
Um homem estava parado em frente a mansão. Era George Trevor, um famoso arquiteto de Nova York, que projetou o local. O proprietário da mansão, Ozwell E. Spencer, havia convidado George e sua família para agradecê-lo pelo nível de perfeição de seu trabalho.
 
Abarrotado pelo trabalho, inicialmente Trevor enviou sua esposa, Jessica, e sua filha de 14 anos, Lisa. 
 
Infelizmente, quando Trevor chegou, ele não encontrou sua esposa e sua filha. Estranhamente, Trevor também desapareceria misteriosamente após entrar na mansão. Onde todos eles foram parar?
O relato a seguir faz parte de um pequeno diário escrito enquanto Trevor estava na mansão. Spencer pagou uma fortuna pela casa e o arquiteto dedicou 5 anos de sua vida à construção. Por que ele devotou tanto tempo a ela?
 
Trevor já sabia que 30 anos depois outros fatos estranhos aconteceriam naquela mansão? Esse pequeno diário é a chave para entender esses mistérios.
O Convite
 
13 de novembro de 1967:

Depois de ter terminado o meu trabalho e deixar Nova York, finalmente cheguei na mansão em torno das 18h. O saguão é muito espaçoso. A escada central, levando ao segundo andar também é impressionante. Todas estas coisas me deixam nostálgico. Fazer projeto deste lugar é o trabalho do qual sou mais orgulhoso.
 
Foram cinco anos desde o primeiro dia em que apresentei o modelo para Ozwell E. Spencer em seu escritório, até a conclusão da construção. As ordens de Spencer eram realmente difíceis e eu tive que recorrer a toda a minha energia e criatividade para finalizar o trabalho. À primeira vista, ninguém suspeitaria que qualquer coisa fosse fora do comum. Ao virar o rosto para mim, Lorde Spencer balança os cabelos brancos em seus ombros.
 
Ele tem uma estatura impressionante, e à primeira vista, pode-se sentir que ele tem um alto nível de auto-confiança. Inicialmente, ele anunciou que minha esposa e minha filha Jessica voltaram para a visitar tia Emma, que está doente, e depois nós levantamos nossas taças e brindamos. Nós somos os únicos a saber sobre vários segredos contidos neste edifício. Profundamente satisfeitos com esta cumplicidade, nós tomamos o vinho.
O Banquete
A sala de jantar é impressionante. Há uma incrível variedade comida arrumada harmoniosamente em uma grande mesa em madeira de mogno. 
 
Ao olhar para cima, as pessoas podiam ver a estátua de uma deusa em estilo Rodin no segundo andar, que parece nos observar com desejo. Mas apesar de todo esse esplendor, o banquete só pode ser usufruído por dois convidados (Spencer e eu). Nós só ouvimos baixo tique-taque dos ponteiros do relógio. Ahhh, se apenas Jessica e Lisa estivessem aqui!
De acordo com Spencer, elas chegaram três dias antes de mim e apreciaram a casa também. Lisa, principalmente, beneficiada pela gentileza de Spencer e por poder usar o piano. Ela teria tocado “Moonlight Sonata”, de Beethoven (sua especialidade). Nesta noite de lua cheia em que a melodia parecia ultrapassar a lua, flutuando acima da floresta que circunda a casa, Spencer tinha felicitado minha esposa por este momento magnífico. Eu imagino orgulhosamente suas faces se iluminarem com deleite.
 
Suspeitas
14 de novembro de 1967:

Lorde Spencer me guiou pela mansão. Ele abriu as portas de várias salas. Os quartos estão decorados com as mais maravilhosas obras de arte: pinturas de Da Vinci, esculturas de Rafael...
 
Em uma das salas, o olho de um animal empalhado brilhava estranhamente, e em outra sala, armaduras de cavaleiros da Idade Média foram alinhados perfeitamente, próximos ao seu capitão.
 
Todas estas peças de arte foram colecionadas por Lorde Spencer durante os últimos anos e ele merece ser um dos homens mais ricos do planeta.
“O que você acha? Quero aproveitar esta residência como um resort para uma nova empresa. Imagino que não só para os funcionários, mas também os convidados poderiam usá-la.”
 
Seu projeto é criar uma empresa de medicina industrial internacional. Ele me disse que sua companhia seria chamada “Umbrella”. Mas eu me pergunto por que ele escondeu tantas coisas em sua residência. Ele pode dizer que quer fazer um resort, mas é exagero. Mesmo sendo esse o caso, suas ações tinham sido influenciadas por sua paixão.
18 de novembro de 1967:

Minha família não voltou ainda. “É a tia Emma que está doente?”. Duvido muito. O telefone não está instalado, o que não é muito conveniente. Eu saí para o terraço do segundo andar para esfriar a cabeça. Corvos, empoleirados em um trilho, olharam para mim e soltaram resmungos estranhos.

Eu tive uma intuição obscura. Continuamente eu tenho a estranha impressão de estar sendo observado… Eu vi uma coisa espantosa em um pequeno pátio. Uma escada que leva passagem subterrânea coberta por uma cachoeira. “Isso não é trabalho meu. Quando essa coisa foi construída, então?”
 
Enquanto eu estava me questionando, três homens de jalecos brancos apareceram de repente, dizendo: “Quem é você? Você não deve ficar andando por aí”.
 
E eles me levaram.
 
Dúvida
 
20 de novembro de 1967:

Não há sinal da espingarda que minha esposa deu a Spencer em seu aniversário. Eu estava fumando um cigarro na sala em que havia uma espingarda quebrada, e imagino que tenha sido colocada lá como se fosse a original para enganar as pessoas. Pergunto-me quem trocou a arma de Spencer por essa espingarda inútil, e porquê.

Nem minha esposa ou minha filha apareceram e estou ficando muito preocupado. Meu rico empregador me informou que minha família e eu não podemos mais ficar na mansão, e quando eu perguntei se poderia encontrar com elas amanhã, ele riu e disse que era inútil me preocupar daquele jeito.
 
21 de novembro de 1967:

Minhas coisas foram colocadas em malas e alguém me levou para um grande cômodo sem janelas no primeiro andar, usada para visitas. Como Spencer ainda não havia chegado, fiquei observando uma pitura ao lado de um homem de jaleco branco. Ele era um dos homens que estavam no jardim. Estava escrito “A vida é rica e curta” na pintura, que mostrava o tempo sendo representado pela vida de um homem, do nascimento até sua morte.
“Sua família está morta”, disse o homem, enquato me olhava com malícia. O tempo pareceu parar. Do que ele estava falando? Ao mesmo tempo eu senti uma dor horrível na nuca e caí no chão.
 
A primeira prisão
24 de novembro de 1967:

Como ele pode se tornar esse tipo de homem? O que aconteceu aqui? E qual o objetivo dessa empresa chamada Umbrella? Enquanto fiquei preso nesta sala, o tempo passou devagar. “O objetivo é manter tudo em segredo, e como você é um desconhecido…” Um dia, o homem de jaleco branco me disse isso enquanto me trouxe uma comida detestável. Que segredo pode ser mais importante que a vida de um ser humano? Lorde Spencer e eu somos os únicos a saber os segredos dessa propriedade, e se eu morrer, ele será o único a ter esse conhecimento. É por essa razão que estas criaturas ficam vagando pelas dependências da propriedade? Eu não posso ficar aqui e ser devorado, ou algo pior. Eu preciso escapar daqui.

A pergunta que fica é se, desde o começo, eu não acabei construindo a minha própria prisão. Quando eu estava criando esta mansão, seguindo o estranho fascínio de Spencer por enigmas, eu bolei uma maneira de escapar caso alguém ficasse preso aqui. Parece que Spencer quer que eu teste isso…
 
Agora pouco, um dos muitos insetos que infestam a sala caiu do teto em cima de mim. Por alguma razão, isso parece ter atraído outros. 
 
Instintivamente, eu pulei para trás e enquanto me levantava, vi um grande número delas. O que são essas criaturas? Formigas?
27 de novembro de 1967:
Finalmente consegui escapar daquela sala, mas ninguém consegue escapar da propriedade em um estalar de dedos. Você precisa de insígnias, o olho perdido da estátua do tigre e o emblema de ouro. Eu não posso perder tempo procurando essas coisas!
A segunda prisão
 
28 de novembro de 1967:

Não tenho palavras para explicar isso. Uma planta absurdamente gigante ocupa uma sala inteira. Deus não teria criado uma coisa dessas.

30 de novembro de 1967:

É impossível sair daqui. É impossível sair da sala. Há um laboratório secreto sem saída ao final de uma caverna subterrânea; e finalmente, eu encontrei! Um dos sapatos de salto alto e me veio a memória de Jessica. Por trás de isso tudo, eu encontrarei uma saída. Será que minha esposa e minha filha passaram pelo que estou passando? Não, eu vou escapar de qualquer jeito, assim como elas conseguiram antes de mim.
 
Desespero
 
5 de dezembro de 1967:

Minha garganta está seca. Eu não como a quatro dias e não sei por mais quanto tempo vou aguentar. Estou ficando louco. Por que? Por que estou feito um rato, desesperadamente tentando escapar do labirinto de um laboratório. Minha fascinação pela arquitetura exótica dessa residência é tão condenável?

7 de dezembro de 1967:
 
Estou em uma passagem subterrânea escura e úmida. E aí, de repente, algo monstruoso está diante de mim… acendo meu último fósforo com a mão trêmula. Há uma lápide com o meu nome gravado. Que tipo de psicopata faria uma coisa dessas? Spencer planejou isso desde o começo, sabendo que eu sobreviveria até chegar aqui, para dar meus últimos suspiros e encontrar minha tumba; conseguindo desviar minha atenção da rota de fuga. Jessica, por favor, me perdoe. Falta pouco… é o tempo que me resta até que a encontre no paraíso.
 
George Trevor.
Especiais: As Notas de George Trevor Reviewed by Gabriredfield on 07:23:00 Rating: 5

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